Autonomia e Sistemas de Jogos
com Murray Campbell, 1º de julho de 2010.
A relação entre o jogo de xadrez e os computadores teve início muito antes da invenção da primeira máquina digital. Mas foi apenas em 1997, com a derrota de Garry Kasparov – um dos maiores enxadristas da história – para o supercomputador Deep Blue, da IBM, que as experiências ganharam mais destaque. Atualmente, a tecnologia está sendo aplicada em outros tipos de jogo, como shows de televisão do gênero “perguntas e respostas”.
Murray Campbell é gerente sênior do Departamento de Ciências da Matemática da IBM, em Yorktown Heights, Nova York, Estados Unidos. Foi membro das equipes envolvidas na construção de máquinas de jogar xadrez, que culminou no desenvolvimento do já citado Deep Blue.
Arte evolucionária
com Jon McCormack, 2 de julho de 2010
O processo de evolução por seleção natural explica como as espécies mudam e se adaptam sem metas causais explícitas nem ajuda externa. A evolução é um fato. Ela mostra como sistemas de vida complexa surgem de forma autônoma, de baixo para cima, sem que haja um planejador central ou um demiurgo controlador. No campo da arte, métodos e processos elaborados com códigos de computador simulam exatamente esse princípio.
Saiba mais sobre a interação entre arte e ciência na Enciclopédia de Arte e Tecnologia.
Jon McCormack é um dos artistas de novas mídias mais representativos da Austrália, cujo trabalho já foi exibido em toda a Europa, na Ásia e nas Américas. É codiretor do Centro de Mídia Arte Eletrônica da Universidade de Monash, em Melbourne, onde também atua como professor sênior de ciência da computação.
Autonomia e Pós-Humanismo
com Lucia Santaella e Stelarc, 3 de julho de 2010
Um debate sobre a questão do pós-humanismo, mas sob o ponto de vista de um humanismo não antropocêntrico. Atualmente, circula certa ilusão de que, com o advento da biotecnologia, o “self” poderá finalmente se livrar da carne, ignorando sua dimensão material. Ficções científicas à parte, a prioridade agora é encontrar modos de enfrentar os desafios da era informacional sem perder de vista o estatuto da subjetividade e do corpo humano.
Lucia Santaella é pesquisadora e professora titular da PUC/SP, onde realizou doutorado em teoria literária e fundou o CS Games, grupo de pesquisa em games e semiótica. Atua ainda como professora na Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EESP/FGV), nas áreas de novas tecnologias e novas gramáticas da sonoridade, relações entre o verbal, visual e sonoro na multimídia, e fundamentos biocognitivos da comunicação.
Stelarc é um artista interessado na arquitetura evolucionária do corpo e em possíveis maneiras de redesenhar o humano, aumentado por implantes e exoesqueletos. Chefe de departamento de arte performática na Universidade de Brunel, Inglaterra, é pesquisador sênior convidado da Universidade de Western Sidney, Austrália.
Interação, emergência e autonomia
com Paul Pangaro, 3 de julho de 2010
Uma reflexão sobre os temas abordados em cada uma das edições da trilogia cibernética do Emoção Art.ficial – interface, emergência e autonomia – gera a proposta de uma segunda trilogia: conversa, vínculos e autopoiese. E esses três conceitos, por sua vez, apontam para outra tríade possível: consciência, significado e ser humano.
Paul Pangaro estudou ciência da computação no MIT e fez doutorado em cibernética na Universidade de Brunel. Trabalhou com o cientista Jerry Lettvin em modelos neurais, com Nicholas Negroponte – um dos fundadores e diretor do Media Lab do MIT – em sistemas de animação e com Gordon Pask em cibernética da aprendizagem. Sua empresa, Pangaro Inc., fundada em 1981, presta serviços de consultoria a corporações como a Sun Microsystems, General Motors e Xerox.
Artistas e tecnologia
Conheça as obras e artistas que aparecem no vídeo:
Pascal Dombis, com Mikado_Explosion.
Golan Levin, que apresentou Messa di Voce, com Zachary Lieberman
Interatividade
Conheça as obras e artistas que aparecem no vídeo:
Usman Haque, com Evolving Sonic Environments.
Marie-Hélène Tramus, que apresentou La Funambule Virtuelle com Michel Bret.
Segunda interatividade
Saiba mais sobre Michel Bret e a obra que desenvolveu com Edmond Couchot, La Plume e le Pissenlit.
Cibernética
Assista à palestra de Paul Pangaro sobre conceitos centrais do Emoção Art.ficial: interação, emergência e autonomia.
Conheça Usman Haque e sua obra, Evolving Sonic Environments.
Explore outros posts sobre circularidade causal, o processo que as máquinas usam para aperfeiçoar seus métodos.
Obras de arte cibernética
Saiba mais sobre Life Writer, de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau.
Consciência
Saiba mais sobre a importância, para a ciência, da reprodução de emoções e inteligência em máquinas.
Conheça Thoughtbody Environment Interface, obra de Bill Seaman que procura produzir algo que se assemelhe à consciência humana.
Conheça La Plume et le Pissenlit, obra de Edmond Couchot que movimenta dentes-de-leão virtuais a partir da interação com o público.
Saiba mais sobre as ideias do endofísico Otto Rössler, sobre inteligência artificial, teoria da evolução e o potencial da ciência.
Emergência
Conheça duas obras de Leonel Moura: Robotarium (o primeiro zoológico de robôs do mundo) e RAP3 – Robotic Action Painter (um robô-artista que produz pinturas abstratas).
Conheça também The Mutation of the White Doe, obra de Nicolas Reeves, que traz releituras imprevisíveis de uma canção folclórica escandinava.
Obras e emergência
Saiba mais sobre RAP3 – Robotic Action Painter, obra de Leonel Moura.
Conheça Robotarium, o primeiro zoológico de robôs do mundo), também criado pelo artista.
Leia a resenha de Emergência, a Dinâmica de Rede em Formigas, Cérebros e Cidades, de Steven Johnson: sistemas interconectados, neurologia, teoria da evolução e estudos urbanos.
Imprevisibilidade
Conheça VOID/O, de Sandro Canavezzi.
Emergência e Criatividade
com Peter Cariani, 2 de Julho de 2008
Sistemas diversos, que vão de crianças em fase de crescimento a robôs sofisticados, experimentam o mundo e, após tentativas e erros, adquirem a independência necessária para se remodelar, a ponto de originar novos comportamentos e funções. Isso revela um tipo de autonomia epistemológica, isto é, a capacidade criativa de o sistema aprender por conta própria a se ajustar da melhor forma ao meio externo.
Assista também às palestras Emergência e Cibernética, Emergência e Estética e Emergência e Caos.
Peter Cariani é biólogo e doutor em ciência de sistemas pela Universidade Binghamton, Estados Unidos. Seus interesses cobrem uma ampla variedade de questões científicas e filosóficas, como cibernética, biologia teórica, sistemas autônomos e neurologia. Atualmente é instrutor na Escola de Medicina de Harvard e professor de cognição musical no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Emergência e Caos
com Santiago Ortiz, 3 de Julho de 2006
A interação entre elementos é o motor criativo da emergência. Fractais, sistemas dinâmicos e a idéia da complexidade comprovam que agentes que interagem com base em regras simples podem alcançar resultados complexos e imprevisíveis. Paradoxalmente, o caos revela um tipo de ordem, e teorias sugerem que sentidos e coerências emergem da confusão de um mundo aparentemente desordenado e difuso.
Assista também às palestras Emergência e Cibernética, Emergência e Estética e Emergência e Criatividade.
Santiago Ortiz é artista, matemático e pesquisador de arte, ciência e campos de representação. Trabalha com técnicas de comunicação, criação e expressão em que se combinam narrativa e literatura, espaços digitais e arquitetônicos.
Emergência e Estética
com Silvia Laurentiz, 4 de julho de 2008
Assista ao vídeo da palestra:
Confira o debate com o público:
Múltiplos agentes de um sistema, expandindo-se até seus limites de interação, geram novos e surpreendentes padrões. Ao longo do processo eles evoluem cataliticamente sem que seu planejador − o artista, no caso − tenha total controle sobre os efeitos desencadeados. Estudos de caso e sobre novos experimentos poéticos comprovam o advento do fenômeno da emergência no campo estético.
Assista também às palestras Emergência e Cibernética, Emergência e Criatividade e Emergência e Caos.
Silvia Laurentiz é artista multimídia. Doutora pelo programa de pós-graduação em comunicação e semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e docente da ECA/USP.
Emergência e Cibernética
com Andy Webster e Jon Bird, 5 de Julho de 2008
Parte um:
Parte 2:
Na natureza ou em modelos computadorizados, a emergência é um fenômeno que tem como precedente a interação cibernética entre um número suficientemente elevado de agentes reais e/ou virtuais, seja ocorrendo num espaço físico, seja num espaço de ou numa máquina de estados finitos. A causalidade circular entre os elementos da interação pode proporcionar a imanência de eventos na ecologia, na ciência e na arte.
Assista também às palestras Emergência e Estética, Emergência e Criatividade e Emergência e Caos.
Andy Webster é artista e pesquisador na Faculdade de Artes Falmouth, em Cornwall, Inglaterra. Suas obras são influenciadas pelo artista norte-americano Richard Serra e pelo cientista britânico Gordon Pask.
Jon Bird é pesquisador de neurociência computacional e robótica na Universidade de Sussex, Inglaterra. Ele colabora em projetos artísticos que envolvem conceitos como curadoria evolucionária e filmes generativos. Faz parte do comitê organizacional do Blip, fórum de arte, ciência e tecnologia que eventualmente promove exposições no Reino Unido.
Autonomia
Assista à palestra de Paul Pangaro sobre conceitos centrais do Emoção Art.ficial: interação, emergência e autonomia.
Assista também à mesa Autonomia e Sistemas de Jogos, com Murray Campbell, gerente sênior do Departamento de Ciências da Matemática da IBM.
Conheça Eden, de Jon McCormarck, um ecossistema de vida artificial.
Autonomia – Obras
Conheça também Eden, de Jon McCormarck, um ecossistema de vida artificial.



