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Evolved Virtual Creatures

 

por Karl Sims (Estados Unidos, 1994)

O vídeo é resultado de uma pesquisa que simulou a evolução darwiniana por meio de centenas de criaturas virtuais – que “vivem” dentro de um CM-5, supercomputador elaborado na década de 1980 pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). No processo da experiência, cada uma dessas criaturas realmente evoluiu, aprendendo a executar determinadas tarefas – como nadar em um ambiente aquático simulado.

Para saber mais: assista à palestra de Jon McCormack. O artista mostra como sistemas de vida complexos surgem de forma autonôma, sem que haja um planejado central.

Artista, cientista e empresário, Karl Sims é o fundador da Genarts, empresa norte-americana que cria softwares de efeitos especiais para a indústria cinematográfica. Estudou computação gráfica no MIT e graduou-se, pelo mesmo instituto, em ciências da vida.

youTAG

 

de Lucas Bambozzi (Brasil, 2008)

 

Trabalho de web art composto basicamente de um sistema especial de procura de palavras-chave associadas a vídeos e fotos na internet. Por uma busca específica, o visitante recebe em seu e-mail uma peça audiovisual remixada – e de autoria desconhecida – com base em material previamente existente e disponível na rede. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética em 2007.

Saiba mais sobre emergência, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.

Lucas Bambozzi é jornalista graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Desde os anos 1980 desenvolve estudos e trabalhos sobre expressividade da linguagem audiovisual, com ênfase em meios eletrônicos. Já realizou obras em vídeo, filme, instalação, projetos interativos e internet.

The Thoughtbody Environment Interface

 

de Bill Seaman (2006)

Obra baseada na idéia romântica de construir um mecanismo corpóreo que, por meio de um sistema sensorial múltiplo, consiga fazer emergir algo que se assemelhe à consciência humana.

Bill Seaman
Artista norte-americano. Fez mestrado em estudos visuais no Massachusetts Institute of Technology e doutorado no Centre For Advanced Inquiry into the Interactive Arts, CAiiA.

ADA – Anarquitetura do Afeto

 

de Simone Michelin (Brasil, 2004)

Uma discussão sobre os equipamentos e sistemas de vigilância. A idéia é reverter o esquema das câmeras de circuito interno, transformando-as em câmeras de “circuito externo”. O sistema desviante de Simone explora novas formas de narrativas e revela como o espaço público é resultado direto de negociações – que são mediadas por códigos – entre desejo, necessidade e acaso.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.

Sound design, aplicação de videografismos, consultoria e execução tecnológica: KAU Etnopop (Daniel Kau e Marcelo Reis)

Simone Michelin
Artista visual, pesquisadora e professora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, integra o N-Imagem, ECO/UFRJ. Incorpora tecnologias de comunicação e produção da imagem, performance, sistemas computacionais e construções arquitetônicas na produção de situações no âmbito da arte.

Dolores from 10 to 10

 

de Coco Fusco (Cuba – Estados Unidos, 2002)

Vídeo em que a autora faz o papel de uma funcionária acusada pelo patrão de tentar fomentar uma greve. Os eventos foram “filmados” por câmeras de vigilância interna e depois editados. O trabalho é uma interpretação da artista de um fato verídico acontecido em 1998, na cidade de Tijuana, no México.

Saiba mais sobre obras de arte tecnológica que tratam de questões sociais.

Coco Fusco
Escritora e artista multimídia cubana residente em Nova York, apresenta conferências, performances, exposições e gestões de curadoria de programas nos Estados Unidos, na Europa, no Canadá, no sul da África e na América Latina. Possui um laboratório virtual na internet, com publicações, vídeos e projetos.

Muntadas: Media, Architecture, Installations

de Antoni Muntadas e Anne-Marie Duguet (Espanha – Canadá, 1999)

CD-ROM que apresenta a obra de Antoni Muntadas, artista catalão que, por meio de vídeos e instalações, aborda questões relativas aos ícones do poder e os artifícios dos sistemas de comunicação.

Anne-Marie Duguet é teórica de arte e professora na Faculdade de Artes Plásticas e Ciências da Arte na Universidade Paris I (Sorbonne) e diretora do Centro de Pesquisas de Estética do Cinema e das Artes Audiovisuais.

Registros, Xeroxperformance e Lmnuwz, Fogo!

 de Paulo Bruscky (Brasil, 1980)

Registros, Xeroxperformance e Lmnuwz, Fogo!Trabalho pioneiro no Brasil, utiliza as máquinas copiadoras (xerox) no processo de criação.

Paulo Bruscky, nascido no Recife, é artista plástico, multimídia e poeta. Realiza filmes, vídeos, livros de artista, arte xerográfica e postal e organiza exposições coletivas.

Projeto Spio

 

de Lucas Bambozzi, (Brasil, 2004)

Resultado de pesquisa desenvolvida por Bambozzi ao longo dos últimos quatro anos, a obra discute os sistemas de controle e vigilância na sociedade moderna. As imagens captadas por uma câmera instalada sobre um robô espião, que circula dentro da área da instalação, são tratadas e recondicionadas, revelando de maneira cômica o aspecto intrusivo das câmeras de vigilância.

Conheça também ADA – Anarquitetura do Afeto, obra de Simone Michelin que também discute equipamentos e sistemas de vigilância, criando câmeras de circuito “externo”.

Lucas Bambozzi, jornalista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, desenvolve desde o fim dos anos 80 estudos e trabalhos artísticos em torno da expressividade da linguagem audiovisual, com ênfase nos meios eletrônicos. Trabalha em várias mídias e com diferentes suportes. Participou de exposições em mais de 30 países.

esc for escape

 

de Giselle Beiguelman (Brasil, 2004)

Um documentário sobre mensagens de erro de computadores feito com a participação do público via internet, SMS e MMS com saída em DVD e painéis eletrônicos situados na área urbana de São Paulo. Parte do pressuposto de que o mínimo denominador comum da digitalização do cotidiano é o erro (erros de sistema, de configuração, de leitura etc.) e de que o que se concentrava antes no computador expandiu-se com a internet, invadiu os caixas automáticos, apossou-se do forno de microondas, do aparelho de DVD, tomou conta do celular e parece ter-se transformado em novo parâmetro de comunicação.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.

Giselle Beiguelman cria projetos experimentais que envolvem redes de telecomunicação fixa e móvel. É professora da PUC/SP e editora da revista eletrônica Trópico. Participou de Net_Condition (ZKM), Arte/Cidade, 25ª Bienal Internacional de São Paulo, entre outras mostras internacionais.

The Game of Black and White in Colors

 

de Mauricio Dias e Walter Riedweg (Brasil - Suíça, 2004)

Pequenas telas de vídeos montadas dentro de seis latas dispostas sobre um tabuleiro de jogo revelam as estruturas segregacionistas da cidade de Johannesburgo, na África do Sul. O efeito deletério do racismo, segundo a obra, não é inscrito apenas no tecido social, mas também em suas relações com a arquitetura, dinheiro e fantasia. O trabalho da dupla Dias & Riedweg é complementado com as videoinstalações Night Shift e Video Wall, ambas de 2001.

Conheça também Gaza Strip (Faixa de Gaza), obra de José Wagner Garcia que elabora, por meio de elementos bioestéticos, um juízo crítico sobre a situação de conflito no Oriente Médio.

Mauricio Dias e Walter Riedweg, artistas brasileiros residentes no Rio de Janeiro, cuja obra discute as migrações internas no Brasil e as disparidades que mantêm o colonialismo econômico no país e no mundo. A dupla participou da Bienal de Veneza, em 1999, e da Bienal Internacional de São Paulo, em 2002.

videoinstalação – peças complementares: Night Shift (Ronda Noturna, 2001) e Video Wall (2001)