som « emocao art.ficial

Hysterical Machines

 

por Bill Vorn (Canadá, 2006)

Cinco robôs artrópodes movimentam-se de forma orgânica mas brusca: um comportamento inesperado, já que é realizado por máquinas que, supostamente, deveriam ser apenas funcionais. O objetivo da obra é induzir a empatia do espectador a entidades robóticas, que de fato são mais do que um punhado de estruturas metálicas.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.

Bill Vorn se dedica à arte robótica desde 1992. Professor titular na Universidade de Concórdia, Canadá – onde leciona arte eletrônica –, é responsável pelo laboratório de pesquisa de criação de arte robótica (Alab) do Instituto Hexagrama, também no Canadá.

Evolving Sonic Environments

 

de Robert Davis e Usman Haque (2006)

Vários dispositivos se comunicam por meio de ondas ultra-sônicas. Elas atingem vibrações que atuam na fronteira da audição humana, mas podem ser vistas em um telão graças a um sistema de visualização de dados.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.

Usman Haque
Leciona na escola de arquitetura de Bartlett, Londres.

Robert Davis
Artista e professor do departamento de psicologia da Universidade de Goldsmiths, Londres. 

Messa di Voce

 

de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau (2003)

A instalação se vale de um sofisticado software de reconhecimento de voz para transformar cada nuance vocal em gráficos complexos e expressivos.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.

Golan Levin
Artista performático, desenvolve sistemas para a criação e manipulação simultânea de imagem e som.

Zachary Lieberman
Administra cursos de multimídia na Parsons School of Design.

Eden

 

de Jon McCormack (2000)

Instalação evolucionária de vida artificial que forma um ecossistema. Os agentes são autômatos celulares que interagem entre si e com o ambiente.

Saiba mais sobre autonomia e interatividade, conceitos centrais para alguns criadores de arte tecnológica.

Jon McCormack

Artista australiano. É professor sênior de ciência da computação e co-diretor do Centro de Mídia Arte Eletrônica na Universidade de Monash, em Melbourne.

OP_ERA: Hyperviews

 

de Rejane Cantoni e Daniela Kutschat (Brasil, 2004)

Instalação imersiva desenhada para explorar representações de um hipercubo de quatro dimensões, conhecido pelos geômetras como “tesseracto”. Um sistema automatizado dispara, dentro de uma sala cúbica, flashes sincronizados de luzes que simulam os desdobramentos desse estranho objeto geométrico.

Saiba mais na Enciclopédia de Arte e Tecnologia.

Apoio técnico: Estação da Luz

Rejane Cantoni é doutora e mestre em comunicação e semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, mestre em estudos superiores dos sistemas de informação, com opção por visualização e comunicação infográficas, pela Universidade de Genebra, Suíça. Atualmente é docente no curso de tecnologia e mídias digitais na PUC/SP.

Daniela Kutschat investiga meios eletrônicos e tecnologias de comunicação no contexto da arte desde 1986. Atualmente desenvolve plataformas multimodais que integram corpo, luz, som e imagem em instalações, ambientes imersivos e sistemas interativos. É artista-residente no Centro de Pesquisa em Artes Interativas da Universidade de Plymouth, CAiiA-Star, Inglaterra, onde desenvolveu o sistema interativo Pas-de-Trois (1998).

Close

 

de Iain Mott, Experimenta Media Arts (Austrália, 2001)

 

“Close é uma instalação que inclui projeção de vídeo em várias telas e tenta tornar nebulosa a separação entre espectador e objeto com a utilização de som em três dimensões. O espectador usa fones de ouvido e ouve sons a partir da perspectiva do objeto. Close retrata um corte de cabelo como uma forma de morte. O cabeleireiro, em um processo de eliminação gradual das características do objeto, remove fios de cabelo e sobrancelhas com tesouras e lâminas de barbear. O espectador passa a habitar o corpo do objeto como se estivesse observando o próprio desaparecimento. O compartilhamento dessa experiência ritualística permite explorar os territórios da morte e da perda.”  Iain Mott, artista.

Conheça outras obras que lidam com espaços virtuais imersivos.

Talk Nice

de Elizabeth Vander Zaag, Banff New Media Institute (Bnmi) (Canadá, 1999-2000)

 

Talk Nice (Seja Gentil ao Falar) analisa sentenças declarativas em que a entonação sobe ao final da frase (upism, em inglês). Essa característica, somada a amplitude, número de palavras por minuto, pausas e sexo do falante, define a relação deste com o poder. O jogo é estruturado por meio de cooperação e inclusão. O participante é o performer e a experiência é individual, embora outros possam assistir ao jogo. A instalação chama a atenção para inflexões e atitudes sociais das quais não nos damos conta no processo de comunicação do dia-a-dia.

O espectador/usuário inicia uma conversa com duas adolescentes cuja participação foi pré-gravada em vídeo. Ambas insistem em usar o poder persuasivo do upism (elevando o tom ao final da frase e fazendo com que afirmações soem como perguntas). Por meio da interação, o espectador aprende a dominar o software e a manipulá-lo com o emprego de upisms.

Spatial Sounds (100dB at 100km/h)

 

de Marnix de Nijs e Edwin van der Heide, V2_Organisation (Holanda, 2000-2001)

 

Spatial Sounds (100dB a 100km/h) é uma instalação interativa de áudio criada por Marnix de Nijs e Edwin van der Heide. Na obra, acionada por um motor, um alto-falante é ligado a um braço giratório de vários metros de comprimento. Como se fosse um cão de guarda, a máquina analisa o espaço em redor e detecta a presença de visitantes. Olhar de perto é arriscado: o braço se movimenta à alta velocidade. É possível ouvir o ronco impressionante do motor, cujo giro é cada vez mais rápido. O visitante também sente o deslocamento de ar à medida que o alto-falante passa à sua frente. É prudente dar um passo atrás e sair do caminho. A máquina diminui a rotação e, passado o choque inicial, o observador pode investigar o espaço. Mas é bom não se aproximar demais. Spatial Sounds (100dB a 100km/h) constrói uma relação fisicamente tangível com o visitante, uma vez que é o jogo de atração e repulsão entre instalação e observador que determina o som e o movimento da máquina. 

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.