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Prosthetic Head

 

por Stelarc (Austrália, 2003)

Uma projeção em larga escala da cabeça do artista conversa, em inglês, com o público. O software que controla o diálogo é baseado no mecanismo de A.L.I.C.E. (Artificial Linguistic Internet Computer Entity), famoso robô conversador conhecido também por Alicebot, ou simplesmente Alice. O objetivo da obra é demonstrar que, com o advento de novas tecnologias, a diferença entre humanos e máquinas não é mais um problema de identidade, mas de interface.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores da arte tecnológica.

Stelarc é um artista interessado na arquitetura evolucionária do corpo e em possíveis maneiras de redesenhar o humano, aumentado por implantes e exoesqueletos. Chefe de departamento de arte performática na Universidade de Brunel, Inglaterra, é pesquisador sênior convidado da Universidade de Western Sidney, Austrália.

Spore

de Will Wright (EUA, 2008)

Editor de criaturas parte integrante de um jogo de computador desenvolvido pela empresa de games Electronic Arts. É um épico de vida artificial que engloba a origem de uma vida, sua evolução, a criação de uma civilização tecnológica e eventualmente seu fim.

Will Wright é criador de games clássicos como SimCity e The Sims.

F69

 

de Suzete Venturelli e Mario Maciel (Brasil, 2004)

Com as mutações tecnológicas, criou-se um ambiente propício para o capitalismo integrar o mundo da cultura e seu espírito no seio de vasto sistema técnico-industrial. Em vista disso, quais são as mudanças que ocorrem no sujeito que interage com os games eletrônicos? Realizado com tecnologia de games, F69 é uma sátira e, ao mesmo tempo, uma análise dos modelos estéticos, éticos e políticos embutidos nos jogos eletrônicos.

Conheça também Mejor Vida Corp. (MVC), obra de Suzete Venturelli e Mario Maciel que critica alguns aspectos das sociedades capitalistas.

Suzete Venturelli é doutora em arte e ciência da arte pela Sorbonne e pesquisadora no Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília, UnB. É também coordenadora do Laboratório de Imagem e Som da UnB. Atualmente dedica-se à criação e ao desenvolvimento de mundos virtuais interativos, usando o meio computacional como suporte. Mais informações sobre a artista na Enciclopédia de Arte e Tecnologia.

Mario Maciel é mestrando em arte pela UnB, arquiteto pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal.

Avenida Paulista – 1919

de Equipe Itaulab (Brasil, 2002)

 

A obra é uma recriação virtual da Avenida Paulista no ano de 1915. O Itaulab é responsável pelo projeto, que inclui pesquisa, modelagem 3D e desenvolvimento de software. Uma versão work in progress está disponível em demonstrações especiais durante a exposição Emoção Art.ficial, em agosto de 2002. O passeio virtual é multi-usuário, com até dez visitantes simultâneos, que utilizam óculos 3D estéreo. Cada visitante escolhe um avatar (sua representação virtual), com roupas de época, e pode interagir com os outros visitantes. A reconstrução 3D da Avenida Paulista é baseada no acervo fotográfico da cidade de São Paulo, do Grupo Itaú. Esse trabalho explora as capacidades da recriação virtual com realismo gráfico. O Itaulab pretende dirigir essa linha de desenvolvimento para a área de educação, criando passeios virtuais em locais e eventos históricos.