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Evolved Virtual Creatures

 

por Karl Sims (Estados Unidos, 1994)

O vídeo é resultado de uma pesquisa que simulou a evolução darwiniana por meio de centenas de criaturas virtuais – que “vivem” dentro de um CM-5, supercomputador elaborado na década de 1980 pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). No processo da experiência, cada uma dessas criaturas realmente evoluiu, aprendendo a executar determinadas tarefas – como nadar em um ambiente aquático simulado.

Para saber mais: assista à palestra de Jon McCormack. O artista mostra como sistemas de vida complexos surgem de forma autonôma, sem que haja um planejado central.

Artista, cientista e empresário, Karl Sims é o fundador da Genarts, empresa norte-americana que cria softwares de efeitos especiais para a indústria cinematográfica. Estudou computação gráfica no MIT e graduou-se, pelo mesmo instituto, em ciências da vida.

Bion

 

por Adam Brown e Andrew H. Fagg (Estados Unidos, 2006)

Uma rede de sensores é ligada a cerca de mil dispositivos que gorjeiam como seres vivos. Cada uma dessas “formas de vida”, chamadas “bion”, comunica-se entre si e reage à presença dos espectadores. O título da obra faz referência a um elemento energético biológico primordial, identificado como “orgone” pelo cientista Wilhelm Reich.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores da arte tecnológica.

O artista Adam Brown trabalha na fronteira entre ciência, tecnologia e arte. Ele se interessa, mais especificamente, pelas relações entre humanos e vidas sintéticas. Andrew H. Fagg é doutor em ciência da computação e atua como professor associado de bioengenharia na Universidade de Oklahoma, Estados Unidos.

Silent Barrage

 

por SymbioticA (Austrália – Estados Unidos, 2008-2009)

 

Robôs movem-se verticalmente ao longo de várias colunas, deixando rastros que são, na verdade, a representação dos disparos de neurônios de roedores, cultivados num recipiente de vidro localizado a milhares de quilômetros de distância. Paralelamente, sensores ao largo da instalação capturam os movimentos do público, que, por sua vez, também fazem os robôs se deslocarem.

Para saber mais: assista ao vídeo do artista Leonel Moura falando sobre robôs. “São uma nova forma de vida e tem de ser considerados como espécie”.

O coletivo SymbioticA une os artistas Guy Ben-Ary e Philip Gamblen, os engenheiros Peter Gee, Nathan Scott e Stephen Bobic e o dr. Steve Potter, neurocientista do Laboratório de Neuroengenharia de Georgia Tech, Atlanta, Estados Unidos. Instalado na Escola de Anatomia e Biologia Humana da Universidade da Austrália Ocidental, o grupo une a arte à ciência, incentivando o pensamento crítico sobre as questões éticas e culturais que envolvem a manipulação da vida.

Spore

de Will Wright (EUA, 2008)

Editor de criaturas parte integrante de um jogo de computador desenvolvido pela empresa de games Electronic Arts. É um épico de vida artificial que engloba a origem de uma vida, sua evolução, a criação de uma civilização tecnológica e eventualmente seu fim.

Will Wright é criador de games clássicos como SimCity e The Sims.

The Mutation of the White Doe

de Nicolas Reeves (EUA, 1997)

 

Três esculturas de polímero translúcido elaboradas com base num algoritmo genético. Os blocos avulsos construídos, quando reunidos, lembram os objetos arquitetônicos de improváveis. O pedestal de cada escultura emite trechos reelaborados de The White Doe, música folclórica escandinava que data de épocas remotas.

Nicolas Reeves é arquiteto graduado pela Universidade de Montreal, Canadá. Hoje leciona no departamento de design da Universidade de Quebec, em Montreal, e encabeça o NXI Gestatio, laboratório de pesquisa e criação em ciência da computação, arquitetura e design.

The Thoughtbody Environment Interface

 

de Bill Seaman (2006)

Obra baseada na idéia romântica de construir um mecanismo corpóreo que, por meio de um sistema sensorial múltiplo, consiga fazer emergir algo que se assemelhe à consciência humana.

Bill Seaman
Artista norte-americano. Fez mestrado em estudos visuais no Massachusetts Institute of Technology e doutorado no Centre For Advanced Inquiry into the Interactive Arts, CAiiA.

Software Mirrors

 

de Daniel Rozin (2001)

Três obras no formato de um tríptico que usam câmeras ligadas a computadores e recondicionam as imagens captadas do público.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.

Daniel Rozin

Artista e educador norte-americano. É professor do departamento de artes da Universidade de Nova York e presidente da Smoothware.

Text Rain

 

de Camille Utterback (1999)

A projeção do corpo dos participantes é combinada com a animação de uma chuva de letras que respondem a seus movimentos. Se um participante acumular letras, pode formar uma palavra ou uma frase.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.

Camille Utterback

Pioneira no campo das instalações interativas realizou exposições nos Estados Unidos, Tóquio, Áustria, entre outros.

Romy Achituv

Artista israelense, vive e trabalha em Nova York.

Messa di Voce

 

de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau (2003)

A instalação se vale de um sofisticado software de reconhecimento de voz para transformar cada nuance vocal em gráficos complexos e expressivos.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.

Golan Levin
Artista performático, desenvolve sistemas para a criação e manipulação simultânea de imagem e som.

Zachary Lieberman
Administra cursos de multimídia na Parsons School of Design.

Dolores from 10 to 10

 

de Coco Fusco (Cuba – Estados Unidos, 2002)

Vídeo em que a autora faz o papel de uma funcionária acusada pelo patrão de tentar fomentar uma greve. Os eventos foram “filmados” por câmeras de vigilância interna e depois editados. O trabalho é uma interpretação da artista de um fato verídico acontecido em 1998, na cidade de Tijuana, no México.

Saiba mais sobre obras de arte tecnológica que tratam de questões sociais.

Coco Fusco
Escritora e artista multimídia cubana residente em Nova York, apresenta conferências, performances, exposições e gestões de curadoria de programas nos Estados Unidos, na Europa, no Canadá, no sul da África e na América Latina. Possui um laboratório virtual na internet, com publicações, vídeos e projetos.