Três esculturas de polímero translúcido elaboradas com base num algoritmo genético. Os blocos avulsos construídos, quando reunidos, lembram os objetos arquitetônicos de improváveis. O pedestal de cada escultura emite trechos reelaborados de The White Doe, música folclórica escandinava que data de épocas remotas.
Nicolas Reeves é arquiteto graduado pela Universidade de Montreal, Canadá. Hoje leciona no departamento de design da Universidade de Quebec, em Montreal, e encabeça o NXI Gestatio, laboratório de pesquisa e criação em ciência da computação, arquitetura e design.
Instalação composta de um livro que faz delicados movimentos no interior de um aquário e que mantém sua estabilidade por meio de um equilíbrio dinâmico entre um campo magnético e o fluxo proporcionado pela bomba de água. A obra sugere princípios cíclicos que se contrapõem ao imobilismo, além de evocar isolamento e uma constante sensação de emergência.
Ki-Bong Rhee é graduado em arte na Universidade Nacional de Seul. Participou da Bienal de Gwangju, em 1997, e da Thermocline of Art, na Alemanha, em 2007.
Escultura dinâmica inspirada numa experiência de Gordon Pask, na qual o cientista inglês literalmente criou, na década de 1950, um computador eletroquímico. Eletrodos na forma de hastes de arame são imersos numa solução de sulfato de ferro e recebem cargas elétricas. Cristais negros crescem em suas extremidades como neurônios e, depois de tentar se conectar com cristais de outros eletrodos, dissolvem-se.
Roman Kirschner estudou filosofia e história da arte na Universidade de Viena. Atualmente é pesquisador na Academia de Mídia e Arte de Colônia, na Alemanha, e co-fundador do coletivo Für.
Uma orquestra formada por “células auditivas” que se comportam como um organismo. Da interação entre elas resulta uma espécie de microfonia que, trabalhada por um software especial, possibilita evoluções sonoras que aludem a diferentes momentos históricos da música, que vão de Mozart a acid house.
Martin Lübcke é consultor na área de programação em computadores e doutor em física teórica. É também integrante da banda Måfå.
Olle Cornéer é DJ, produtor na área de música eletrônica e integrante de projetos como Dibaba (representado pelas gravadoras Gigolo Records e Plong!) e Dada Life (Breastfed, Pickadoll). Também escreve artigos sobre música para a mídia especializada.
A interação entre elementos é o motor criativo da emergência. Fractais, sistemas dinâmicos e a idéia da complexidade comprovam que agentes que interagem com base em regras simples podem alcançar resultados complexos e imprevisíveis. Paradoxalmente, o caos revela um tipo de ordem, e teorias sugerem que sentidos e coerências emergem da confusão de um mundo aparentemente desordenado e difuso.
Santiago Ortiz é artista, matemático e pesquisador de arte, ciência e campos de representação. Trabalha com técnicas de comunicação, criação e expressão em que se combinam narrativa e literatura, espaços digitais e arquitetônicos.
Múltiplos agentes de um sistema, expandindo-se até seus limites de interação, geram novos e surpreendentes padrões. Ao longo do processo eles evoluem cataliticamente sem que seu planejador − o artista, no caso − tenha total controle sobre os efeitos desencadeados. Estudos de caso e sobre novos experimentos poéticos comprovam o advento do fenômeno da emergência no campo estético.
Silvia Laurentiz é artista multimídia. Doutora pelo programa de pós-graduação em comunicação e semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e docente da ECA/USP.
Na natureza ou em modelos computadorizados, a emergência é um fenômeno que tem como precedente a interação cibernética entre um número suficientemente elevado de agentes reais e/ou virtuais, seja ocorrendo num espaço físico, seja num espaço de ou numa máquina de estados finitos. A causalidade circular entre os elementos da interação pode proporcionar a imanência de eventos na ecologia, na ciência e na arte.
Andy Webster é artista e pesquisador na Faculdade de Artes Falmouth, em Cornwall, Inglaterra. Suas obras são influenciadas pelo artista norte-americano Richard Serra e pelo cientista britânico Gordon Pask.
Jon Bird é pesquisador de neurociência computacional e robótica na Universidade de Sussex, Inglaterra. Ele colabora em projetos artísticos que envolvem conceitos como curadoria evolucionária e filmes generativos. Faz parte do comitê organizacional do Blip, fórum de arte, ciência e tecnologia que eventualmente promove exposições no Reino Unido.