Editor de criaturas parte integrante de um jogo de computador desenvolvido pela empresa de games Electronic Arts. É um épico de vida artificial que engloba a origem de uma vida, sua evolução, a criação de uma civilização tecnológica e eventualmente seu fim.
Will Wright é criador de games clássicos como SimCity e The Sims.
Trabalho de vida artificial composto de duas obras anteriores: Biomes e Randomseeds. É formado por cinco displays semelhantes a pratos Petri – recipientes de vidro usados em experimentos científicos e para cultura de bactérias em laboratórios – que são “inoculados” por duas “sementeiras” (na verdade, pequenos computadores). Nos biomas, microorganismos artificiais nascem, evoluem e morrem.
Boredomresearch é um coletivo inglês formado por Paul Smith e Vicky Isley, pesquisadores de animação e arte computacional na Universidade de Bournemouth, Inglaterra.
Obra de web art em que um modelo dinâmico de agentes autônomos – na forma de palavras em uma rede gramatical – come um ao outro. Nesse processo, as “bactérias” trocam informações genéticas e promovem a emergência de narrativas inusitadas.
Santiago Ortiz é artista, matemático e pesquisador de arte, ciência e campos de representação. Trabalha com técnicas de comunicação, criação e expressão em que se combinam narrativa e literatura, espaços digitais e arquitetônicos.
Vários dispositivos se comunicam por meio de ondas ultra-sônicas. Elas atingem vibrações que atuam na fronteira da audição humana, mas podem ser vistas em um telão graças a um sistema de visualização de dados.
Um jardim virtual cuja flora é composta de seis variedades de plantas digitais coloridas. Cada uma delas evolui de acordo com suas características “genéticas” e pela interação com o público que, por meio de sensores, provoca a polinização entre elas, influenciando o crescimento de novas e inesperadas florações.
Miguel Chevalier é conhecido como um dos pioneiros da arte digital. Nascido no México e radicado na França, graduou-se na Escola Nacional Superior de Belas Artes , em Paris, no início da década de 1980. Em 1994, ingressou como artista residente na Villa Kujoyama, em Kyoto, Japão.
Quando os participantes datilografam um texto nas teclas de uma antiga máquina de escrever, formam criaturas baseadas em um algoritmo genético que determina seu comportamento e movimento.
Christa Sommerer e Laurent Mignonneau
A bióloga austríaca Christa Sommerer e o artista francês Laurent Mignonneau são catedráticos da Universidade de Artes e Design em Linz, Áustria, onde também dirigem o departamento de cultura da interface no Instituto de Mídias.
Instalação evolucionária de vida artificial que forma um ecossistema. Os agentes são autômatos celulares que interagem entre si e com o ambiente.
Saiba mais sobre autonomia e interatividade, conceitos centrais para alguns criadores de arte tecnológica.
Jon McCormack
Artista australiano. É professor sênior de ciência da computação e co-diretor do Centro de Mídia Arte Eletrônica na Universidade de Monash, em Melbourne.
de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau (Bélgica - França, 1999)
Um editor interativo online em que os usuários preenchem um formulário com mensagens que, por sua vez, se transformam no código genético de uma imagem tridimensional coletiva e complexa. Essa “criatura” entra numa espécie de herbário virtual, composto de outros formulários preenchidos, baseados em verbos de diferentes mensagens. Daí o nome Verbarium.
Christa Sommerer, bióloga nascida na Bélgica, é pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Avançada em Telecomunicações de Kyoto, no Japão. Casada com o artista francês Laurent Mignonneau, parceiro em suas obras, ela utiliza princípios de engenharia genética para produzir seres inexistentes na natureza. É professora associada do Instituto de Artes e Ciências Mediáticas Avançadas, Iamas, em Gifu, Japão.
Uma obra que aplica elementos estéticos ao mundo da engenharia de materiais. Uma “arraia” de nitinol – material com propriedades superelásticas – é conectada a um terminal. Os participantes podem, dessa forma, “estimular” a superfície da criatura de borracha num terminal de computador e ver seus movimentos ondulatórios projetados num telão.
Interface computacional Java: Fabricio Anastácio e Vanessa de Almeida Interface acionadora Java: Pedro Garcia Assistente de pesquisa: Flávia Amadeu Organismo artificial: Skedio Tecnologia Membrana de borracha natural: Laboratório de Tecnologia Química, Universidade de Brasília, UnB – www.unb.br/iq/labpesq/lateq
Patrocínio: Instituto Itaú Cultural
Tânia Fraga é artista, arquiteta e doutora em comunicação e semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Realizou pesquisa de pós-doutoramento com bolsa da Capes no Centro de Pesquisa em Artes Interativas da Universidade de Plymouth, CAiiA-Star, Inglaterra. Foi coordenadora do mestrado em artes e professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília, onde é pesquisadora associada, e no Laboratório de Sistemas Integrados, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Suas pesquisas se concentram no desenvolvimento de poéticas interativas. Mais informações na Enciclopédia de Arte e Tecnologia.