Estante composta de 50 livros-objeto. Ao serem abertos, um mecanismo dispara a gravação de trechos de textos de diversos autores. Assim, o público compõe um “palimpsesto” sonoro, sem que cada visitante deixe de ouvir o trecho do livro específico que está em suas mãos. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética em 2007.
Raquel Kogan é arquiteta, artista multimídia, gravadora, pintora, sendo representada pela Galeria Leme. Em 2003, iniciou a série Reflexão, que foi apresentada na Ciber@rt 2004, no Centro de Comunicações de Bilbao, Espanha. Em 2004, desenvolveu a obra interativa Projeção, no Paço das Artes, a intervenção Fotoarte, em Brasília, a instalação 401 Lord Palace, em São Paulo, e os objetos interativos no 11º Salão da Bahia, em Salvador.
A instalação promove a interferência de quatro carpas – que vivem em uma piscina climatizada – no som de MP3 do público. A movimentação do nado dos animais é reconhecida por um software especial. Conforme os peixes se movimentam e se aproximam uns dos outros, o sistema modifica em tempo real as faixas musicais. É então criada uma “cacofonia fluida” no ambiente da obra, possibilitando uma “audição coletiva” de arquivos sonoros íntimos. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética em 2007.
Vivian Caccuri é artista e pesquisadora em arte eletrônica. É coordenadora de conteúdo e consultora técnica do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File). Seu trabalho explora a relação entre som, objetos físicos e sistemas de informação em instalações eletrônicas, performances sonoras e dispositivos interativos.
Versão atualizada da instalação VOID, em que o público observa o conteúdo de uma “caixa-preta” (na verdade, uma esfera acrílica espelhada onde um cubo virtual é projetado internamente), na qual sons, imagens reais e virtuais se fundem e se confundem, criando uma realidade interna instável e inóspita. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética em 2007.
Sandro Canavezzi de Abreu é arquiteto, mestre em poéticas digitais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), entre 1998-2000, especialista em generative systems pelo Codelab_berlin (2000-2002) e artista residente no Transmediale (Berlim, 2000-2002) e no V2_Org (Roterdã, 2004-2005). Atualmente dirige o LAbI (Laboratório Aberto de Interatividade para Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico), na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).
Uma discussão sobre os equipamentos e sistemas de vigilância. A idéia é reverter o esquema das câmeras de circuito interno, transformando-as em câmeras de “circuito externo”. O sistema desviante de Simone explora novas formas de narrativas e revela como o espaço público é resultado direto de negociações – que são mediadas por códigos – entre desejo, necessidade e acaso.
Sound design, aplicação de videografismos, consultoria e execução tecnológica: KAU Etnopop (Daniel Kau e Marcelo Reis)
Simone Michelin
Artista visual, pesquisadora e professora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, integra o N-Imagem, ECO/UFRJ. Incorpora tecnologias de comunicação e produção da imagem, performance, sistemas computacionais e construções arquitetônicas na produção de situações no âmbito da arte.
Trabalho pioneiro no Brasil, utiliza as máquinas copiadoras (xerox) no processo de criação.
Paulo Bruscky, nascido no Recife, é artista plástico, multimídia e poeta. Realiza filmes, vídeos, livros de artista, arte xerográfica e postal e organiza exposições coletivas.
Espécie de diário de viagem que procura redescobrir o lugar e a paisagem, a obra é um registro de deslocamentos espaciais virtuais e não virtuais, da percepção das relações geradas durante o deslocamento e da associação entre lugares e antilugares. A autora relaciona, por meio de GPS, o caminho percorrido em território brasileiro com as linhas do casco de uma tartaruga nativa.
Maria Luiza Fragoso é mestre em artes plásticas pela Universidade George Washington e professora assistente no Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília. Seu trabalho tem sido mostrado em exposições no Brasil e nos Estados Unidos. Seu maior interesse atualmente é o desenvolvimento de interação entre computação gráfica, gravura e vídeo.
Uma falsa revista online sobre mídia arte e filosofia pós-moderna, composta totalmente de conteúdos criados em geradores automáticos de textos. O objetivo é satirizar o universo das publicações acadêmicas com textos e artigos sem sentido aparente. Você pode visitá-la nesse link.
Cícero Inácio da Silva é professor do curso de tecnologia e mídias digitais da PUC/SP e doutorando em comunicação e semiótica nessa universidade. É um dos especialistas brasileiros em linguagem de hipermídia, criação e implementação de sites.
Resultado de pesquisa desenvolvida por Bambozzi ao longo dos últimos quatro anos, a obra discute os sistemas de controle e vigilância na sociedade moderna. As imagens captadas por uma câmera instalada sobre um robô espião, que circula dentro da área da instalação, são tratadas e recondicionadas, revelando de maneira cômica o aspecto intrusivo das câmeras de vigilância.
Conheça também ADA – Anarquitetura do Afeto, obra de Simone Michelin que também discute equipamentos e sistemas de vigilância, criando câmeras de circuito “externo”.
Lucas Bambozzi, jornalista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, desenvolve desde o fim dos anos 80 estudos e trabalhos artísticos em torno da expressividade da linguagem audiovisual, com ênfase nos meios eletrônicos. Trabalha em várias mídias e com diferentes suportes. Participou de exposições em mais de 30 países.
Um documentário sobre mensagens de erro de computadores feito com a participação do público via internet, SMS e MMS com saída em DVD e painéis eletrônicos situados na área urbana de São Paulo. Parte do pressuposto de que o mínimo denominador comum da digitalização do cotidiano é o erro (erros de sistema, de configuração, de leitura etc.) e de que o que se concentrava antes no computador expandiu-se com a internet, invadiu os caixas automáticos, apossou-se do forno de microondas, do aparelho de DVD, tomou conta do celular e parece ter-se transformado em novo parâmetro de comunicação.
Giselle Beiguelman cria projetos experimentais que envolvem redes de telecomunicação fixa e móvel. É professora da PUC/SP e editora da revista eletrônica Trópico. Participou de Net_Condition (ZKM), Arte/Cidade, 25ª Bienal Internacional de São Paulo, entre outras mostras internacionais.
de Mauricio Dias e Walter Riedweg (Brasil - Suíça, 2004)
Pequenas telas de vídeos montadas dentro de seis latas dispostas sobre um tabuleiro de jogo revelam as estruturas segregacionistas da cidade de Johannesburgo, na África do Sul. O efeito deletério do racismo, segundo a obra, não é inscrito apenas no tecido social, mas também em suas relações com a arquitetura, dinheiro e fantasia. O trabalho da dupla Dias & Riedweg é complementado com as videoinstalações Night Shift e Video Wall, ambas de 2001.
Conheça também Gaza Strip (Faixa de Gaza), obra de José Wagner Garcia que elabora, por meio de elementos bioestéticos, um juízo crítico sobre a situação de conflito no Oriente Médio.
Mauricio Dias e Walter Riedweg, artistas brasileiros residentes no Rio de Janeiro, cuja obra discute as migrações internas no Brasil e as disparidades que mantêm o colonialismo econômico no país e no mundo. A dupla participou da Bienal de Veneza, em 1999, e da Bienal Internacional de São Paulo, em 2002.
videoinstalação – peças complementares: Night Shift (Ronda Noturna, 2001) e Video Wall (2001)