Reler

 

de Raquel Kogan (Brasil, 2008)

 

Estante composta de 50 livros-objeto. Ao serem abertos, um mecanismo dispara a gravação de trechos de textos de diversos autores. Assim, o público compõe um “palimpsesto” sonoro, sem que cada visitante deixe de ouvir o trecho do livro específico que está em suas mãos. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética em 2007.

Raquel Kogan é arquiteta, artista multimídia, gravadora, pintora, sendo representada pela Galeria Leme. Em 2003, iniciou a série Reflexão, que foi apresentada na Ciber@rt 2004, no Centro de Comunicações de Bilbao, Espanha. Em 2004, desenvolveu a obra interativa Projeção, no Paço das Artes, a intervenção Fotoarte, em Brasília, a instalação 401 Lord Palace, em São Paulo, e os objetos interativos no 11º Salão da Bahia, em Salvador.

Canções Submersas

 

de Vivian Caccuri (Brasil, 2008)

A instalação promove a interferência de quatro carpas – que vivem em uma piscina climatizada – no som de MP3 do público. A movimentação do nado dos animais é reconhecida por um software especial. Conforme os peixes se movimentam e se aproximam uns dos outros, o sistema modifica em tempo real as faixas musicais. É então criada uma “cacofonia fluida” no ambiente da obra, possibilitando uma “audição coletiva” de arquivos sonoros íntimos. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética em 2007.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.

Vivian Caccuri é artista e pesquisadora em arte eletrônica. É coordenadora de conteúdo e consultora técnica do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File). Seu trabalho explora a relação entre som, objetos físicos e sistemas de informação em instalações eletrônicas, performances sonoras e dispositivos interativos.

I/VOID/O

 

de Sandro Canavezzi de Abreu (Brasil, 2008)

Versão atualizada da instalação VOID, em que o público observa o conteúdo de uma “caixa-preta” (na verdade, uma esfera acrílica espelhada onde um cubo virtual é projetado internamente), na qual sons, imagens reais e virtuais se fundem e se confundem, criando uma realidade interna instável e inóspita. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética em 2007.

Sandro Canavezzi de Abreu é arquiteto, mestre em poéticas digitais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), entre 1998-2000, especialista em generative systems pelo Codelab_berlin (2000-2002) e artista residente no Transmediale (Berlim, 2000-2002) e no V2_Org (Roterdã, 2004-2005). Atualmente dirige o LAbI (Laboratório Aberto de Interatividade para Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico), na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).

ADA – Anarquitetura do Afeto

 

de Simone Michelin (Brasil, 2004)

Uma discussão sobre os equipamentos e sistemas de vigilância. A idéia é reverter o esquema das câmeras de circuito interno, transformando-as em câmeras de “circuito externo”. O sistema desviante de Simone explora novas formas de narrativas e revela como o espaço público é resultado direto de negociações – que são mediadas por códigos – entre desejo, necessidade e acaso.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.

Sound design, aplicação de videografismos, consultoria e execução tecnológica: KAU Etnopop (Daniel Kau e Marcelo Reis)

Simone Michelin
Artista visual, pesquisadora e professora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, integra o N-Imagem, ECO/UFRJ. Incorpora tecnologias de comunicação e produção da imagem, performance, sistemas computacionais e construções arquitetônicas na produção de situações no âmbito da arte.

Registros, Xeroxperformance e Lmnuwz, Fogo!

 de Paulo Bruscky (Brasil, 1980)

Registros, Xeroxperformance e Lmnuwz, Fogo!Trabalho pioneiro no Brasil, utiliza as máquinas copiadoras (xerox) no processo de criação.

Paulo Bruscky, nascido no Recife, é artista plástico, multimídia e poeta. Realiza filmes, vídeos, livros de artista, arte xerográfica e postal e organiza exposições coletivas.

Tracajá-net

de Maria Luiza Fragoso (Brasil, 2002 a 2004)

Espécie de diário de viagem que procura redescobrir o lugar e a paisagem, a obra é um registro de deslocamentos espaciais virtuais e não virtuais, da percepção das relações geradas durante o deslocamento e da associação entre lugares e antilugares. A autora relaciona, por meio de GPS, o caminho percorrido em território brasileiro com as linhas do casco de uma tartaruga nativa.

Maria Luiza Fragoso é mestre em artes plásticas pela Universidade George Washington e professora assistente no Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília. Seu trabalho tem sido mostrado em exposições no Brasil e nos Estados Unidos. Seu maior interesse atualmente é o desenvolvimento de interação entre computação gráfica, gravura e vídeo.

Plato On-Line

 

de Cícero Inácio da Silva (Brasil, 2004)

Uma falsa revista online sobre mídia arte e filosofia pós-moderna, composta totalmente de conteúdos criados em geradores automáticos de textos. O objetivo é satirizar o universo das publicações acadêmicas com textos e artigos sem sentido aparente. Você pode visitá-la nesse link.

Cícero Inácio da Silva é professor do curso de tecnologia e mídias digitais da PUC/SP e doutorando em comunicação e semiótica nessa universidade. É um dos especialistas brasileiros em linguagem de hipermídia, criação e implementação de sites.

Projeto Spio

 

de Lucas Bambozzi, (Brasil, 2004)

Resultado de pesquisa desenvolvida por Bambozzi ao longo dos últimos quatro anos, a obra discute os sistemas de controle e vigilância na sociedade moderna. As imagens captadas por uma câmera instalada sobre um robô espião, que circula dentro da área da instalação, são tratadas e recondicionadas, revelando de maneira cômica o aspecto intrusivo das câmeras de vigilância.

Conheça também ADA – Anarquitetura do Afeto, obra de Simone Michelin que também discute equipamentos e sistemas de vigilância, criando câmeras de circuito “externo”.

Lucas Bambozzi, jornalista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, desenvolve desde o fim dos anos 80 estudos e trabalhos artísticos em torno da expressividade da linguagem audiovisual, com ênfase nos meios eletrônicos. Trabalha em várias mídias e com diferentes suportes. Participou de exposições em mais de 30 países.

esc for escape

 

de Giselle Beiguelman (Brasil, 2004)

Um documentário sobre mensagens de erro de computadores feito com a participação do público via internet, SMS e MMS com saída em DVD e painéis eletrônicos situados na área urbana de São Paulo. Parte do pressuposto de que o mínimo denominador comum da digitalização do cotidiano é o erro (erros de sistema, de configuração, de leitura etc.) e de que o que se concentrava antes no computador expandiu-se com a internet, invadiu os caixas automáticos, apossou-se do forno de microondas, do aparelho de DVD, tomou conta do celular e parece ter-se transformado em novo parâmetro de comunicação.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.

Giselle Beiguelman cria projetos experimentais que envolvem redes de telecomunicação fixa e móvel. É professora da PUC/SP e editora da revista eletrônica Trópico. Participou de Net_Condition (ZKM), Arte/Cidade, 25ª Bienal Internacional de São Paulo, entre outras mostras internacionais.

The Game of Black and White in Colors

 

de Mauricio Dias e Walter Riedweg (Brasil - Suíça, 2004)

Pequenas telas de vídeos montadas dentro de seis latas dispostas sobre um tabuleiro de jogo revelam as estruturas segregacionistas da cidade de Johannesburgo, na África do Sul. O efeito deletério do racismo, segundo a obra, não é inscrito apenas no tecido social, mas também em suas relações com a arquitetura, dinheiro e fantasia. O trabalho da dupla Dias & Riedweg é complementado com as videoinstalações Night Shift e Video Wall, ambas de 2001.

Conheça também Gaza Strip (Faixa de Gaza), obra de José Wagner Garcia que elabora, por meio de elementos bioestéticos, um juízo crítico sobre a situação de conflito no Oriente Médio.

Mauricio Dias e Walter Riedweg, artistas brasileiros residentes no Rio de Janeiro, cuja obra discute as migrações internas no Brasil e as disparidades que mantêm o colonialismo econômico no país e no mundo. A dupla participou da Bienal de Veneza, em 1999, e da Bienal Internacional de São Paulo, em 2002.

videoinstalação – peças complementares: Night Shift (Ronda Noturna, 2001) e Video Wall (2001)