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Prosthetic Head

 

por Stelarc (Austrália, 2003)

Uma projeção em larga escala da cabeça do artista conversa, em inglês, com o público. O software que controla o diálogo é baseado no mecanismo de A.L.I.C.E. (Artificial Linguistic Internet Computer Entity), famoso robô conversador conhecido também por Alicebot, ou simplesmente Alice. O objetivo da obra é demonstrar que, com o advento de novas tecnologias, a diferença entre humanos e máquinas não é mais um problema de identidade, mas de interface.

Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores da arte tecnológica.

Stelarc é um artista interessado na arquitetura evolucionária do corpo e em possíveis maneiras de redesenhar o humano, aumentado por implantes e exoesqueletos. Chefe de departamento de arte performática na Universidade de Brunel, Inglaterra, é pesquisador sênior convidado da Universidade de Western Sidney, Austrália.

Silent Barrage

 

por SymbioticA (Austrália – Estados Unidos, 2008-2009)

 

Robôs movem-se verticalmente ao longo de várias colunas, deixando rastros que são, na verdade, a representação dos disparos de neurônios de roedores, cultivados num recipiente de vidro localizado a milhares de quilômetros de distância. Paralelamente, sensores ao largo da instalação capturam os movimentos do público, que, por sua vez, também fazem os robôs se deslocarem.

Para saber mais: assista ao vídeo do artista Leonel Moura falando sobre robôs. “São uma nova forma de vida e tem de ser considerados como espécie”.

O coletivo SymbioticA une os artistas Guy Ben-Ary e Philip Gamblen, os engenheiros Peter Gee, Nathan Scott e Stephen Bobic e o dr. Steve Potter, neurocientista do Laboratório de Neuroengenharia de Georgia Tech, Atlanta, Estados Unidos. Instalado na Escola de Anatomia e Biologia Humana da Universidade da Austrália Ocidental, o grupo une a arte à ciência, incentivando o pensamento crítico sobre as questões éticas e culturais que envolvem a manipulação da vida.

Centros de artemídia revelam linhas de trabalho

por Carlos Costa, 12 de Agosto de 2002
fotos de Rubens Chiri

Dirigentes de cinco importantes centros de produção e pesquisa em artemídia do mundo deram as cartas sobre o funcionamento das instituições, durante a segunda mesa do [ emoção art.ficial ], na noite de segunda-feira, dia 12. Mostrando obras de destaque da produção, explicando as linhas de pesquisa e fomento que adotam e revelando orçamentos, interesses e opiniões, os participantes ajudaram a compor o cenário de como trabalham os grandes centros de artemídia.

A abertura ficou a cargo de duas representantes da instituição australiana Experimenta, Fabienne Nicholas e Elizabeth Hughes, que trabalha com pesquisa e desenvolvimento de vídeos digitais e instalações, atrelados ao desenvolvimento tecnológico e congruências entre diferentes ciências. Sem galeria ou instalações específicas para exposições, a instituição expõe as obras e projeta os vídeos em diversos locais, de galpões a residências.

Para o próximo ano, prepara a exposição House of Tomorrow, que pretende mostrar uma casa completamente interativa, que retrate o possível futuro nos imóveis residenciais, com criatividade. Segundo Elizabeth Huges, a exposição irá acontecer na região metropolitana de Melborne. A instituição está aberta para sugestões e projetos relativos à House of Tomorrow. Maiores informações podem ser obtidas no site.

O presidente do Iamas, Itsuo Sakane, do Japão, falou sobre a história da criação do instituto, mostrou imagens de parte do vasto e amplo acervo que possuem, ressaltou a preocupação com ensino e a ajuda das parceiras com empresas privadas, característica também presente no Experimenta. O maior destaque ficou com as projeções das obras, que provam que a artemídia transita pelas mais diferentes áreas do conhecimento humano e tem forte apelo lúdico.

Dando continuidade às palestras, Audrey Navarre, da Fondation Daniel Langlois, do Canadá, explicou as linhas de trabalho da fundação, entre elas o programa voltado ao desenvolvimento de projetos de organizações, que prioriza iniciativas vindas da América do Sul e do Nordeste da África.

A fundação foi criada por Daniel Langlois, o responsável pelo primeiro curta de animação digital do mundo, e tem como objetivo ajudar a pesquisa e a implantação de projetos que vêm de países em desenvolvimento. O site da fundação oferece mais informações sobre os programas.

Vindo da Polônia, Piotr Krajewski contou a experiência do WRO – Center for Media Art, nascido na época em que o país ainda vivia sob o regime comunista. A instituição apresenta funcionamento em moldes parecidos às demais e se dedica exclusivamente à artemídia.

Reanimando a platéia, a curadora do Banf Center, do Canadá, Susan Kennard, ressaltou a pesquisa que a instituição vem realizando em relação a trabalhos e obras de arte que abordam as restrições emocionais da tecnologia, a exemplo da obra Talk Nice, que faz parte da exposição [ emoção art.ficial ] e foi produzida e desenvolvida por meio de linhas de pesquisa e fomento da instituição.

Eden

 

de Jon McCormack (2000)

Instalação evolucionária de vida artificial que forma um ecossistema. Os agentes são autômatos celulares que interagem entre si e com o ambiente.

Saiba mais sobre autonomia e interatividade, conceitos centrais para alguns criadores de arte tecnológica.

Jon McCormack

Artista australiano. É professor sênior de ciência da computação e co-diretor do Centro de Mídia Arte Eletrônica na Universidade de Monash, em Melbourne.