Spore
de Will Wright (EUA, 2008)
Editor de criaturas parte integrante de um jogo de computador desenvolvido pela empresa de games Electronic Arts. É um épico de vida artificial que engloba a origem de uma vida, sua evolução, a criação de uma civilização tecnológica e eventualmente seu fim.
Will Wright é criador de games clássicos como SimCity e The Sims.
youTAG
de Lucas Bambozzi (Brasil, 2008)
Trabalho de web art composto basicamente de um sistema especial de procura de palavras-chave associadas a vídeos e fotos na internet. Por uma busca específica, o visitante recebe em seu e-mail uma peça audiovisual remixada – e de autoria desconhecida – com base em material previamente existente e disponível na rede. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética em 2007.
Saiba mais sobre emergência, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Lucas Bambozzi é jornalista graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Desde os anos 1980 desenvolve estudos e trabalhos sobre expressividade da linguagem audiovisual, com ênfase em meios eletrônicos. Já realizou obras em vídeo, filme, instalação, projetos interativos e internet.
Mikado_Xplosion
de Pascal Dombis (França, 2008)
Plotagem de uma obra classificada como software art. Trata-se de uma sobreposição de 1,5 milhão de linhas coloridas, que remetem ao jogo infantil das varetas chinesas. A obra é derivada de um programa de computador baseado numa imagem geométrica simples, que tem o formato de uma árvore. O trabalho foi elaborado para ser aplicado na fachada do prédio do Itaú Cultural.
Saiba mais sobre emergência, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Pascal Dombis vive e trabalha em Paris, França. Sua obra recebeu menção honrosa no Ars Electronica em 1994 e já foi apresentada em exposições de arte generativa e fractal em toda a Europa e nos Estados Unidos. O artista explora a coexistência paradoxal entre controle ordenado e forças aleatórias caóticas.
RAP3 – Robotic Action Painter
de Leonel Moura (Portugal, 2006)
Um robô artista que realiza pinturas em estilo abstrato gestual baseado em informações em seu código e em inputs do público. Desde 2007 encontra-se na sala dedicada à evolução da humanidade no Museu de História Natural de Nova York, em permanente atividade criativa. O artefato gera composições originais, decide por si próprio quando o desenho está pronto e assina no canto inferior direito como qualquer artista humano.
Saiba mais sobre Cibernética, e entenda conceitos de base da inteligência artificial.
Leonel Moura é um artista que trabalha na área de inteligência artificial e robótica. Criou em 2007 o Robotarium, o primeiro zoológico de robôs, localizado em Alverca, Portugal. No mesmo ano, inaugurou em Lisboa a Galeria Leonel Moura Arte, voltada exclusivamente para exposições de arte criada por robôs.
Tumbling Dream Chambers
de Boredomresearch (Inglaterra, 2007)
Trabalho de vida artificial composto de duas obras anteriores: Biomes e Randomseeds. É formado por cinco displays semelhantes a pratos Petri – recipientes de vidro usados em experimentos científicos e para cultura de bactérias em laboratórios – que são “inoculados” por duas “sementeiras” (na verdade, pequenos computadores). Nos biomas, microorganismos artificiais nascem, evoluem e morrem.
Conheça também Eden, de Jon McCormarck, um ecossistema de vida artificial.
Boredomresearch é um coletivo inglês formado por Paul Smith e Vicky Isley, pesquisadores de animação e arte computacional na Universidade de Bournemouth, Inglaterra.
PixFlow #2
de LAb[au] (Bélgica, 2007)
Escultura na forma de um console composto de quatro displays dispostos horizontalmente. Um programa simula um campo vetorial em que partículas fluem conforme a evolução de sua densidade. A interação mútua que se desenrola no campo provoca a emergência de comportamentos totalmente imprevisíveis das partículas.
Saiba mais sobre emergência, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
LAb[au] é um coletivo belga fundado em 1995 por Els Vermang, Jérôme Decock e Manuel Abendroth. As áreas de interesse do grupo extrapolam a arquitetura e o urbanismo (presentes na sigla) e englobam software art e vjeing. Além disso, eles promovem simpósios e workshops com nomes de peso como Lev Manovich, Marcos Novak e Stanza.
Bacterias Argentinas
de Santiago Ortiz (Colômbia, 2004)
Obra de web art em que um modelo dinâmico de agentes autônomos – na forma de palavras em uma rede gramatical – come um ao outro. Nesse processo, as “bactérias” trocam informações genéticas e promovem a emergência de narrativas inusitadas.
Saiba mais sobre autonomia, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Santiago Ortiz é artista, matemático e pesquisador de arte, ciência e campos de representação. Trabalha com técnicas de comunicação, criação e expressão em que se combinam narrativa e literatura, espaços digitais e arquitetônicos.
The Mutation of the White Doe
de Nicolas Reeves (EUA, 1997)
Três esculturas de polímero translúcido elaboradas com base num algoritmo genético. Os blocos avulsos construídos, quando reunidos, lembram os objetos arquitetônicos de improváveis. O pedestal de cada escultura emite trechos reelaborados de The White Doe, música folclórica escandinava que data de épocas remotas.
Nicolas Reeves é arquiteto graduado pela Universidade de Montreal, Canadá. Hoje leciona no departamento de design da Universidade de Quebec, em Montreal, e encabeça o NXI Gestatio, laboratório de pesquisa e criação em ciência da computação, arquitetura e design.
Reler
de Raquel Kogan (Brasil, 2008)
Estante composta de 50 livros-objeto. Ao serem abertos, um mecanismo dispara a gravação de trechos de textos de diversos autores. Assim, o público compõe um “palimpsesto” sonoro, sem que cada visitante deixe de ouvir o trecho do livro específico que está em suas mãos. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética em 2007.
Raquel Kogan é arquiteta, artista multimídia, gravadora, pintora, sendo representada pela Galeria Leme. Em 2003, iniciou a série Reflexão, que foi apresentada na Ciber@rt 2004, no Centro de Comunicações de Bilbao, Espanha. Em 2004, desenvolveu a obra interativa Projeção, no Paço das Artes, a intervenção Fotoarte, em Brasília, a instalação 401 Lord Palace, em São Paulo, e os objetos interativos no 11º Salão da Bahia, em Salvador.
Bachelor: The Dual Body
de Ki-Bong Rhee (Coréia, 2003)
Instalação composta de um livro que faz delicados movimentos no interior de um aquário e que mantém sua estabilidade por meio de um equilíbrio dinâmico entre um campo magnético e o fluxo proporcionado pela bomba de água. A obra sugere princípios cíclicos que se contrapõem ao imobilismo, além de evocar isolamento e uma constante sensação de emergência.
Ki-Bong Rhee é graduado em arte na Universidade Nacional de Seul. Participou da Bienal de Gwangju, em 1997, e da Thermocline of Art, na Alemanha, em 2007.
Canções Submersas
de Vivian Caccuri (Brasil, 2008)
A instalação promove a interferência de quatro carpas – que vivem em uma piscina climatizada – no som de MP3 do público. A movimentação do nado dos animais é reconhecida por um software especial. Conforme os peixes se movimentam e se aproximam uns dos outros, o sistema modifica em tempo real as faixas musicais. É então criada uma “cacofonia fluida” no ambiente da obra, possibilitando uma “audição coletiva” de arquivos sonoros íntimos. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética em 2007.
Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Vivian Caccuri é artista e pesquisadora em arte eletrônica. É coordenadora de conteúdo e consultora técnica do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File). Seu trabalho explora a relação entre som, objetos físicos e sistemas de informação em instalações eletrônicas, performances sonoras e dispositivos interativos.
Roots
de Roman Kirschner (Áustria, 2005-2006)
Escultura dinâmica inspirada numa experiência de Gordon Pask, na qual o cientista inglês literalmente criou, na década de 1950, um computador eletroquímico. Eletrodos na forma de hastes de arame são imersos numa solução de sulfato de ferro e recebem cargas elétricas. Cristais negros crescem em suas extremidades como neurônios e, depois de tentar se conectar com cristais de outros eletrodos, dissolvem-se.
Saiba mais sobre emergência, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Roman Kirschner estudou filosofia e história da arte na Universidade de Viena. Atualmente é pesquisador na Academia de Mídia e Arte de Colônia, na Alemanha, e co-fundador do coletivo Für.
Performative Ecologies
de Ruairi Glynn (Inglaterra, 2007)
Uma comunidade de quatro robôs orienta-se por meio de um software de reconhecimento de padrões faciais. A obra examina o potencial interativo (e não apenas responsivo) de elementos robóticos ao se engajar em formas de comunicação performativas e não-verbais com o público.
Saiba mais sobre cibernética, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Ruairi Glynn começou sua carreira artística como escultor. Estudou design interativo na Universidade Central Saint Martins de Arte e Design, em Londres, e no Instituto de Arte Digital e Tecnologia, em Plymouth. É integrante do grupo Interactive Architecture, da Escola de Arquitetura Bartlett, em Londres. Foi aluno do ciberneticista inglês Ranulph Glanville.
I/VOID/O
de Sandro Canavezzi de Abreu (Brasil, 2008)
Versão atualizada da instalação VOID, em que o público observa o conteúdo de uma “caixa-preta” (na verdade, uma esfera acrílica espelhada onde um cubo virtual é projetado internamente), na qual sons, imagens reais e virtuais se fundem e se confundem, criando uma realidade interna instável e inóspita. Obra vencedora do Rumos Itaú Cultural Arte Cibernética em 2007.
Sandro Canavezzi de Abreu é arquiteto, mestre em poéticas digitais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), entre 1998-2000, especialista em generative systems pelo Codelab_berlin (2000-2002) e artista residente no Transmediale (Berlim, 2000-2002) e no V2_Org (Roterdã, 2004-2005). Atualmente dirige o LAbI (Laboratório Aberto de Interatividade para Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico), na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).
Ultra-Nature
de Miguel Chevalier (México, 2008)
Um jardim virtual cuja flora é composta de seis variedades de plantas digitais coloridas. Cada uma delas evolui de acordo com suas características “genéticas” e pela interação com o público que, por meio de sensores, provoca a polinização entre elas, influenciando o crescimento de novas e inesperadas florações.
Saiba mais sobre interatividade, um conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Miguel Chevalier é conhecido como um dos pioneiros da arte digital. Nascido no México e radicado na França, graduou-se na Escola Nacional Superior de Belas Artes , em Paris, no início da década de 1980. Em 1994, ingressou como artista residente na Villa Kujoyama, em Kyoto, Japão.
The Bacterial Orchestra
de Martin Lübcke e Olle Cornéer (Suécia, 2006)
Uma orquestra formada por “células auditivas” que se comportam como um organismo. Da interação entre elas resulta uma espécie de microfonia que, trabalhada por um software especial, possibilita evoluções sonoras que aludem a diferentes momentos históricos da música, que vão de Mozart a acid house.
Saiba mais sobre emergência, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Martin Lübcke é consultor na área de programação em computadores e doutor em física teórica. É também integrante da banda Måfå.
Olle Cornéer é DJ, produtor na área de música eletrônica e integrante de projetos como Dibaba (representado pelas gravadoras Gigolo Records e Plong!) e Dada Life (Breastfed, Pickadoll). Também escreve artigos sobre música para a mídia especializada.




