Imprevisibilidade
Conheça VOID/O, de Sandro Canavezzi.
ADA – Anarquitetura do Afeto
de Simone Michelin (Brasil, 2004)
Uma discussão sobre os equipamentos e sistemas de vigilância. A idéia é reverter o esquema das câmeras de circuito interno, transformando-as em câmeras de “circuito externo”. O sistema desviante de Simone explora novas formas de narrativas e revela como o espaço público é resultado direto de negociações – que são mediadas por códigos – entre desejo, necessidade e acaso.
Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Sound design, aplicação de videografismos, consultoria e execução tecnológica: KAU Etnopop (Daniel Kau e Marcelo Reis)
Simone Michelin
Artista visual, pesquisadora e professora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, integra o N-Imagem, ECO/UFRJ. Incorpora tecnologias de comunicação e produção da imagem, performance, sistemas computacionais e construções arquitetônicas na produção de situações no âmbito da arte.
Dolores from 10 to 10
de Coco Fusco (Cuba – Estados Unidos, 2002)
Vídeo em que a autora faz o papel de uma funcionária acusada pelo patrão de tentar fomentar uma greve. Os eventos foram “filmados” por câmeras de vigilância interna e depois editados. O trabalho é uma interpretação da artista de um fato verídico acontecido em 1998, na cidade de Tijuana, no México.
Saiba mais sobre obras de arte tecnológica que tratam de questões sociais.
Coco Fusco
Escritora e artista multimídia cubana residente em Nova York, apresenta conferências, performances, exposições e gestões de curadoria de programas nos Estados Unidos, na Europa, no Canadá, no sul da África e na América Latina. Possui um laboratório virtual na internet, com publicações, vídeos e projetos.
Muntadas: Media, Architecture, Installations
de Antoni Muntadas e Anne-Marie Duguet (Espanha – Canadá, 1999)
CD-ROM que apresenta a obra de Antoni Muntadas, artista catalão que, por meio de vídeos e instalações, aborda questões relativas aos ícones do poder e os artifícios dos sistemas de comunicação.
Anne-Marie Duguet é teórica de arte e professora na Faculdade de Artes Plásticas e Ciências da Arte na Universidade Paris I (Sorbonne) e diretora do Centro de Pesquisas de Estética do Cinema e das Artes Audiovisuais.
Registros, Xeroxperformance e Lmnuwz, Fogo!
Un Musée d’Artiste en Ligne (Um Museu do Artista On-Line)
de Fred Forest (França, 2004)
O artista francês nascido na Argélia foi, a partir dos anos 70, um dos primeiros a realizar trabalho multimídia pioneiro que utiliza os meios de comunicação de massa, o telefone ou o vídeo para explorar as novas formas de criação que escapam aos critérios tradicionais da arte. Ainda nos anos 70 foi um dos fundadores do Coletivo Arte Sociológica.
Fred Forest, pioneiro europeu da videoarte e da arte na internet, é doutorado pela Sorbonne. Foi premiado na 12ª Bienal Internacional de São Paulo, quando foi preso pelo regime militar. É co-fundador do movimento da arte sociológica e do grupo internacional da estética da comunicação.
Une Carte Plus Grande que le Territoire (Um Mapa Maior que o Território)
de Karen O´Rourke,(França, 2004)
Obra que explora um método de notação em que os participantes criam e visualizam online itinerários usando dados próprios ou informações disponíveis na internet. É um trabalho psicogeográfico que procura criar uma soft city, ou seja, o mapa mental de uma cidade.
Para entender a obra: o teórico russo Lev Manovich fala sobre data art, mapeamento e visualização de dados dentro da arte tecnológica.
Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Karen O´Rourke, artista multimídia, trabalha com as telecomunicações. Suas esculturas, fotografias e softwares foram exibidos na Europa, Estados Unidos e América do Sul. É mestre de conferências em artes e comunicações na Universidade de Paris I (Panthéon-Sorbonne).
Tracajá-net
de Maria Luiza Fragoso (Brasil, 2002 a 2004)
Espécie de diário de viagem que procura redescobrir o lugar e a paisagem, a obra é um registro de deslocamentos espaciais virtuais e não virtuais, da percepção das relações geradas durante o deslocamento e da associação entre lugares e antilugares. A autora relaciona, por meio de GPS, o caminho percorrido em território brasileiro com as linhas do casco de uma tartaruga nativa.
Maria Luiza Fragoso é mestre em artes plásticas pela Universidade George Washington e professora assistente no Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília. Seu trabalho tem sido mostrado em exposições no Brasil e nos Estados Unidos. Seu maior interesse atualmente é o desenvolvimento de interação entre computação gráfica, gravura e vídeo.
Plato On-Line
de Cícero Inácio da Silva (Brasil, 2004)
Uma falsa revista online sobre mídia arte e filosofia pós-moderna, composta totalmente de conteúdos criados em geradores automáticos de textos. O objetivo é satirizar o universo das publicações acadêmicas com textos e artigos sem sentido aparente. Você pode visitá-la nesse link.
Cícero Inácio da Silva é professor do curso de tecnologia e mídias digitais da PUC/SP e doutorando em comunicação e semiótica nessa universidade. É um dos especialistas brasileiros em linguagem de hipermídia, criação e implementação de sites.
10 Dencies São Paulo e 10 Lavoro Immateriale
de Knowbotic Research (Alemanha – Áustria, 1998-1999)
O projeto compreende instalações gêmeas: uma com o projeto de São Paulo (10_Dencies São Paulo, 1998) e outra com o projeto de Veneza (10_Lavoro Immateriale, 1999). Explora as possibilidades de intervenção urbana e interferência em ambientes complexos, criando uma colagem topológica que mistura bancos de dados e estatísticas urbanas com a imaginação dos cidadãos. Trata-se de um estudo sobre as megalópoles feito com base na cartografia urbana elaborada coletivamente por especialistas e pela população.
Conheça também Une Carte Plus Grande, obra de Karen O’Rourke que procura criar mapas mentais de uma cidade.
Knowbotic Research propõe questionamento sobre as forças e os sistemas tecnológicos que se justapõem, se anulam e se relacionam para construir o território informacional das grandes aglomerações urbanas. Tóquio, São Paulo e Belgrado, habitadas por milhões de pessoas, foram as cidades escolhidas. Em cada uma delas, o grupo desenvolve o projeto com grupos de arquitetos, tendo como território de trabalho a internet. A primeira etapa, Tóquio, foi realizada em 1997/1998 e ganhou o prêmio ARS Electronica de arte na internet.
Projeto Spio
de Lucas Bambozzi, (Brasil, 2004)
Resultado de pesquisa desenvolvida por Bambozzi ao longo dos últimos quatro anos, a obra discute os sistemas de controle e vigilância na sociedade moderna. As imagens captadas por uma câmera instalada sobre um robô espião, que circula dentro da área da instalação, são tratadas e recondicionadas, revelando de maneira cômica o aspecto intrusivo das câmeras de vigilância.
Conheça também ADA – Anarquitetura do Afeto, obra de Simone Michelin que também discute equipamentos e sistemas de vigilância, criando câmeras de circuito “externo”.
Lucas Bambozzi, jornalista formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, desenvolve desde o fim dos anos 80 estudos e trabalhos artísticos em torno da expressividade da linguagem audiovisual, com ênfase nos meios eletrônicos. Trabalha em várias mídias e com diferentes suportes. Participou de exposições em mais de 30 países.
esc for escape
de Giselle Beiguelman (Brasil, 2004)
Um documentário sobre mensagens de erro de computadores feito com a participação do público via internet, SMS e MMS com saída em DVD e painéis eletrônicos situados na área urbana de São Paulo. Parte do pressuposto de que o mínimo denominador comum da digitalização do cotidiano é o erro (erros de sistema, de configuração, de leitura etc.) e de que o que se concentrava antes no computador expandiu-se com a internet, invadiu os caixas automáticos, apossou-se do forno de microondas, do aparelho de DVD, tomou conta do celular e parece ter-se transformado em novo parâmetro de comunicação.
Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Giselle Beiguelman cria projetos experimentais que envolvem redes de telecomunicação fixa e móvel. É professora da PUC/SP e editora da revista eletrônica Trópico. Participou de Net_Condition (ZKM), Arte/Cidade, 25ª Bienal Internacional de São Paulo, entre outras mostras internacionais.
The Game of Black and White in Colors
de Mauricio Dias e Walter Riedweg (Brasil - Suíça, 2004)
Pequenas telas de vídeos montadas dentro de seis latas dispostas sobre um tabuleiro de jogo revelam as estruturas segregacionistas da cidade de Johannesburgo, na África do Sul. O efeito deletério do racismo, segundo a obra, não é inscrito apenas no tecido social, mas também em suas relações com a arquitetura, dinheiro e fantasia. O trabalho da dupla Dias & Riedweg é complementado com as videoinstalações Night Shift e Video Wall, ambas de 2001.
Conheça também Gaza Strip (Faixa de Gaza), obra de José Wagner Garcia que elabora, por meio de elementos bioestéticos, um juízo crítico sobre a situação de conflito no Oriente Médio.
Mauricio Dias e Walter Riedweg, artistas brasileiros residentes no Rio de Janeiro, cuja obra discute as migrações internas no Brasil e as disparidades que mantêm o colonialismo econômico no país e no mundo. A dupla participou da Bienal de Veneza, em 1999, e da Bienal Internacional de São Paulo, em 2002.
videoinstalação – peças complementares: Night Shift (Ronda Noturna, 2001) e Video Wall (2001)
Gaza Strip (Faixa de Gaza)
de José Wagner Garcia (Brasil, 2004)
Gaza Strip é uma instalação que elabora, por meio de elementos bioestéticos, um juízo crítico sobre a situação do Oriente Médio. O sangue de palestinos e judeus abandona o cenário perpetrado por terroristas e colonos de territórios ocupados para ser misturado num “centro de doação” improvisado.
José Wagner Garcia é arquiteto, media artist, pesquisador associado do Center for Advanced Visual Studies, CAVS, e media lab do Massachusetts Institute of Technology, MIT, Estados Unidos. Trabalha nas áreas de arquitetura de aço e de relações entre arte e sistemas vivos. Mestre pelo MIT com dissertação sobre sistemas vivos, desenvolve projeto de doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no programa de comunicação e semiótica, sobre estética evolucionária. Tem participado dos principais eventos ligados à arte-comunicação e interação entre arte, ciência e tecnologia do país. Saiba mais sobre o artista na Enciclopédia de Arte e Tecnologia.
Das Kapital
de Marcello Mercado (Argentina, 2000)
O trabalho, baseado na obra de Karl Marx, questiona o papel da imagem na sociedade moderna. Ao elaborar o vídeo, Mercado usou recursos de tratamento de imagens e inverteu o formato de numeração dos quadros do vídeo, criando uma zona cinzenta entre as imagens férreas artificiais e cenas de cadáveres reais.
Marcello Mercado, videoartista, performer e artista plástico residente na Alemanha, cria obras que misturam técnicas de animação e pensamento antropológico e político. Venceu a 12ª edição do Videobrasil (Festival Internacional de Arte Eletrônica), em 1998, com o vídeo The Warm Place. Seu projeto mais ambicioso é publicar na internet uma HQ animada de 200 capítulos intitulada Mutter.
Borderhack
de Fran Ilich (México, 2001)
Borderhack é um evento simbólico, um festival de ativistas virtuais e reais, pessoas que questionam as formas como são definidas as fronteiras e as leis de imigração. Attachment é uma exposição online curada por Ilich para o Borderhack, do qual participam artistas e contestadores relacionados ao universo da cibercultura em geral, como Mark Amerika, Oliver Ressler e Rafael Lozano-Hemmer.
Conheça outras obras que usam a arte tecnológica como forma de manifestação urbana.
Fran Ilich, artista mexicano, sempre preocupado com o uso da informática e da internet na sociedade e nos meios educacionais, ocupou em 1975 o cargo de diretor do Cinemátik 1.0, o primeiro festival de cibercultura da América Latina. Cineasta e escritor, é autor do romance Metro-Pop. Hoje, trabalha no media center do Centro Nacional de las Artes, na Cidade do México.
Por la Vida y por la Paz (1987), PAZ=PAN (2001), Spams Trashes (2002)
de Clemente Padin (Uruguai)
Padin, homenageado na exposição, é um dos pioneiros que introduziram no campo da arte uma forma diferenciada ou divergente de lidar com as novas tecnologias. Seus três trabalhos apresentados exploram temas como o pacifismo, e documentam formas inusitadas de manifestações políticas, tanto nas ruas como na rede mundial de computadores.
Conheça outras obras que usam a arte tecnológica como forma de manifestação urbana e resistência social.
Clemente Padin, artista uruguaio vinculado a uma vertente explicitamente política, iniciou sua carreira nos anos 60. Participou da direção das revistas de vanguarda Los Huevos del Plata e Ovum 10. É autor de vários livros e sua atuação foi muito significativa na rede internacional de arte postal. Em decorrência de sua atividade artística, ficou preso entre 1977 e 1979, durante a ditadura militar uruguaia.
Mejor Vida Corp. (MVC)
de Minerva Cuevas (México, 2003)
Uma crítica à sociedade de consumo, ao clientelismo político e ao consumismo desenfreado das sociedades capitalistas. MVC é uma empresa fantasma com sede na Torre Latinoamericana, conhecido arranha-céu no centro da Cidade do México. Sua principal estratégia é quebrar, geralmente por meios fraudulentos, as principais regras do capitalismo. Assim, por exemplo, a empresa vende em seu website etiquetas de códigos de barra com preços mais baixos de produtos pré-selecionados e credenciais falsas que permitem a compra de passagens aéreas mais baratas.
Conheça também Problemarket, obra de Davide Grassi e Igor Stromajer que satiriza o mundo das corporações globalmente conectadas.
Minerva Cuevas, artista mexicana, desenvolve trabalhos sociais e políticos que atacam as grandes corporações por meio de sabotagem cultural.
Problemarket
de Davide Grassi e Igor Stromajer (Itália – Eslovênia, 2000)
Uma sátira do mundo das corporações globalmente conectadas. Os artistas montaram uma empresa fantasma com sede em Liubliana, Eslovênia, que administra fundos no Problem Stock Exchange, mercado de ações de problemas gerados pelo capitalismo global. A Problemarket.com atua como uma empresa “normal”, lançando “balanços patrimoniais” e demonstrando seus “livros comerciais” ao público.
Conheça também Mejor Vida Corp. (MVC), obra de Minerva Cuevas que critica a sociedade de consumo, o clientelismo político e consumismo desenfreado.
Davide Grassi, graduado na Academia de Belas Artes de Milão, desenvolve trabalho com forte conotação política e social, aproveitando-se de diversos meios digitais. É autor de performances, vídeos, instalações, documentários e trabalhos com novas mídias. De origem italiana, mudou-se para Liubliana, capital da Eslovênia, em 1995.
Teleporting an Unknown State (Teleportando um Estado Desconhecido)
de Eduardo Kac (Brasil- Estados Unidos, 1994-1996)
Trata-se de uma instalação em que os participantes controlam, pela webcam, a intensidade de um gerador de energia luminosa, necessária para que uma planta em crescimento realize a fotossíntese. Os fótons de câmeras do mundo inteiro são transportados para a área da instalação e aplicados, no período da exposição, para germinar uma pequena planta. A experiência cria, assim, um ecossistema virtual e coletivo.
Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Eduardo Kac, artista visual brasileiro, residente nos Estados Unidos. Trabalha com a chamada “arte transgênica”. Sua obra, uma coelhinha fosforescente geneticamente modificada, foi um dos destaques da exposição Gene(sis): Contemporary Art Explores Human Genomics, na Henry Art Gallery, da Universidade de Washington, em Seattle, em 2002.
Verbarium
de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau (Bélgica - França, 1999)
Um editor interativo online em que os usuários preenchem um formulário com mensagens que, por sua vez, se transformam no código genético de uma imagem tridimensional coletiva e complexa. Essa “criatura” entra numa espécie de herbário virtual, composto de outros formulários preenchidos, baseados em verbos de diferentes mensagens. Daí o nome Verbarium.
Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Christa Sommerer, bióloga nascida na Bélgica, é pesquisadora do Laboratório de Pesquisa Avançada em Telecomunicações de Kyoto, no Japão. Casada com o artista francês Laurent Mignonneau, parceiro em suas obras, ela utiliza princípios de engenharia genética para produzir seres inexistentes na natureza. É professora associada do Instituto de Artes e Ciências Mediáticas Avançadas, Iamas, em Gifu, Japão.
Alternative Economics, Alternative Societies
de Oliver Ressler (Áustria, 2003-2004)
Uma instalação de vídeo focada em modelos e utopias para diversas economias e sociedades que propõem alternativas ao sistema capitalista e perderam sua força motriz após a queda do Muro de Berlim, em 1989. Na estrutura da obra, conceitos teóricos de sociedades alternativas, modelos históricos não oficiais e idéias utópicas são apresentados em vídeos de 20 a 37 minutos.
Conheça também obras de Clemente Padin que exploram temas como o pacifismo e documentam formas inusitadas de manifestações políticas.
Oliver Ressler, nascido em Knittelfeld, Áustria, realiza projetos com temas sociais e políticos. Desde 1994 seus trabalhos estão concentrados em racismo, globalização, desenvolvimento sustentável, engenharia genética e formas de resistência. Formado pela Universidade de Artes Aplicadas de Viena, fez residência no Banff Centre, no Canadá.
On Translation: El Aplauso
de Antoni Muntadas (Espanha, 1999)
Uma desconstrução da sociedade do espetáculo e do chamado “terrorismo de estado”. Trata-se de uma instalação composta de três telas de DVD: na central, há imagens televisivas de atrocidades (políticas ou não). Nas laterais, a multidão aplaude cada vez que entra ou sai uma imagem marcante na tela principal.
Conheça também Das Kapital, obra de Marcello Mercado, que questiona o papel da imagem na sociedade moderna.
Antoni Muntadas, artista catalão, cria, a partir dos anos 70, vídeos e instalações que abordam questões relativas aos ícones de representação do poder e os artifícios dos sistemas de comunicação. Desde sua primeira exposição individual, em Madri, em 1971, tem participado freqüentemente de exposições internacionais. Vive e trabalha em Nova York.
Um, Nenhum, Cem Mil
de Kátia Maciel (Brasil, 2004)
Projeto teórico e empírico sobre os efeitos das novas arquiteturas interativas na narrativa cinematográfica. Trata-se de experiência multimídia em CD-Rom em que uma seqüência de diálogos é proferida por rostos enquadrados cinematograficamente em ambiente de hipertexto.
Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns, criadores de arte tecnológica.
Kátia Maciel é formada em história pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Decidiu enveredar pelo caminho do cinema, defendendo tese com Marco Ferro na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris e com Jean Baudrillard na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Seus estudos mais recentes de pós-graduação foram no Centro de Pesquisa em Artes Interativas da Universidade de Plymouth, CAiiA-Star, Inglaterra. Mais informações sobre a artista na Enciclopédia de Arte e Tecnologia.
F69
de Suzete Venturelli e Mario Maciel (Brasil, 2004)
Com as mutações tecnológicas, criou-se um ambiente propício para o capitalismo integrar o mundo da cultura e seu espírito no seio de vasto sistema técnico-industrial. Em vista disso, quais são as mudanças que ocorrem no sujeito que interage com os games eletrônicos? Realizado com tecnologia de games, F69 é uma sátira e, ao mesmo tempo, uma análise dos modelos estéticos, éticos e políticos embutidos nos jogos eletrônicos.
Conheça também Mejor Vida Corp. (MVC), obra de Suzete Venturelli e Mario Maciel que critica alguns aspectos das sociedades capitalistas.
Suzete Venturelli é doutora em arte e ciência da arte pela Sorbonne e pesquisadora no Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília, UnB. É também coordenadora do Laboratório de Imagem e Som da UnB. Atualmente dedica-se à criação e ao desenvolvimento de mundos virtuais interativos, usando o meio computacional como suporte. Mais informações sobre a artista na Enciclopédia de Arte e Tecnologia.
Mario Maciel é mestrando em arte pela UnB, arquiteto pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal.
Digital Snow
de Michael Snow (Canadá, 2002)
DVD-Room documental. Obra didática e pedagógica sobre o trabalho de Michael Snow, um dos mais importantes artistas contemporâneos e um dos homenageados na exposição. Mais conhecido por seu filme estruturalista Wagelength – que consiste em um único e prolongado zoom em direção a um objeto dentro de um apartamento –, o canadense colaborou com os movimentos de pop art e arte minimalista. É um catálogo completo com obras realizadas em vários meios de comunicação e inclui instalações, vídeos e experiências musicais.
Organização Jean Gagnon e Anne-Marie Duguet
Michael Snow, nascido no Canadá em 1929, é artista plástico, fotógrafo, escrito, cineasta e músico.
Vida 6.0
de Fundación Telefonica – org (Espanha, 2003)
I’Mito: Zapping Zone
de Diana Domingues – Grupo Artecno UCS (Brasil, 2004)
A instalação explora misturas do real com o virtual numa sala com objetos associados a uma base de dados de 20 personalidades da cultura. Quando são “oferecidos” a um leitor de códigos de barras instalado sobre uma mesa/altar, os objetos enviam inputs processados por algoritmos genéticos. O processo morfogenético e caótico resulta formas dinâmicas que podem ser visualizadas por óculos estereoscópicos. Um mecanismo de busca, acionado por palavras, incorpora aos mitos em morphing frases que traduzem o pensamento da comunidade em relação aos personagens escolhidos.
Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Grupo de Pesquisa Integrada Artecno – NTAV LAB – Novas Tecnologias nas Artes Visuais da Universidade de Caxias do Sul – Grupo NTAV 2004:
Coordenadora: Diana Domingues – UCS/CNPq
Ciências da computação: Eliseo Berni Reategui (DEIN/UCS); Gelson Cardoso Reinaldo – UCS (programador chefe); Gustavo Brandalise Lazzarotto – IC/CNPq (programador consultor); Maurício dos Passos – IC/Fapergs (programador assistente); Daniel José dos Santos
Artes e comunicação: Eleandra Gabriela Cavali – IC/CNPq; Elisabete Bianchi – UCS; Junius Kurtz – Pibic/CNPq; Luiz Fernando Oliveira – BIC/UCS; Mona Gazzola de Carvalho – BIC/UCS; Solange Rossa Baldisserotto – AT/CNPq
Matemática: Patrícia Rigon – Pibic/CNPq
Agradecimento: Fabiana Rossarola, UCS, CNPq, Fapergs e Transportadora Translovatto
Diana Domingues é professora titular do Departamento de Artes da Universidade de Caxias do Sul. Na direção do grupo de Novas Tecnologias nas Artes Visuais, desenvolve a pesquisa Arte, Tecnologia e Comunicação: Poéticas, Nós e Interações, em ação que integra as áreas de artes, informática e automação industrial. A partir de 1977, trabalha com tecnologias eletrônicas (inicialmente com vídeo, videotexto e computador) e sua obra se orienta principalmente para a migração das formas de um suporte a outro. Mais informações sobre a artista na Enciclopédia de Arte e Tecnologia.
Unknown Quantity
de Andrei Ujica e Johannes Fischer (Romênia – Alemanha, 2002)
O cineasta romeno Andrei Ujica filmou uma conversa sobre o acidente de Chernobyl entre Paul Virilio e Svetlana Aleksievich, autora de um livro com entrevistas de testemunhas e vítimas da tragédia na Rússia. A conclusão é de que Chernobyl transcendeu a esfera factual, tornando-se um “acidente do conhecimento”, devido à dificuldade com que foi assimilada pela opinião pública. Os espectadores literalmente “sentem” que estão participando da conversa, montada por Fischer com uma simples técnica de projeção em 3D.
Andrei Ujica nasceu na Romênia em 1951, onde estudou literatura. Desde 1968, atua como escritor. Lecionou literatura e teoria da mídia em Heidelberg. Mora na Alemanha desde 1981. A partir de 1990, dirige filmes e documentários. Atualmente é diretor do Film Institute, departamento de audiovisual do ZKM.
OP_ERA: Hyperviews
de Rejane Cantoni e Daniela Kutschat (Brasil, 2004)
Instalação imersiva desenhada para explorar representações de um hipercubo de quatro dimensões, conhecido pelos geômetras como “tesseracto”. Um sistema automatizado dispara, dentro de uma sala cúbica, flashes sincronizados de luzes que simulam os desdobramentos desse estranho objeto geométrico.
Saiba mais na Enciclopédia de Arte e Tecnologia.
Apoio técnico: Estação da Luz
Rejane Cantoni é doutora e mestre em comunicação e semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, mestre em estudos superiores dos sistemas de informação, com opção por visualização e comunicação infográficas, pela Universidade de Genebra, Suíça. Atualmente é docente no curso de tecnologia e mídias digitais na PUC/SP.
Daniela Kutschat investiga meios eletrônicos e tecnologias de comunicação no contexto da arte desde 1986. Atualmente desenvolve plataformas multimodais que integram corpo, luz, som e imagem em instalações, ambientes imersivos e sistemas interativos. É artista-residente no Centro de Pesquisa em Artes Interativas da Universidade de Plymouth, CAiiA-Star, Inglaterra, onde desenvolveu o sistema interativo Pas-de-Trois (1998).
Superfícies Estimuláveis
de Tânia Fraga (Brasil, 2004)
Uma obra que aplica elementos estéticos ao mundo da engenharia de materiais. Uma “arraia” de nitinol – material com propriedades superelásticas – é conectada a um terminal. Os participantes podem, dessa forma, “estimular” a superfície da criatura de borracha num terminal de computador e ver seus movimentos ondulatórios projetados num telão.
Saiba mais sobre interatividade, conceito central para alguns criadores de arte tecnológica.
Interface computacional Java: Fabricio Anastácio e Vanessa de Almeida
Interface acionadora Java: Pedro Garcia
Assistente de pesquisa: Flávia Amadeu
Organismo artificial: Skedio Tecnologia
Membrana de borracha natural: Laboratório de Tecnologia Química, Universidade de Brasília, UnB – www.unb.br/iq/labpesq/lateq
Patrocínio: Instituto Itaú Cultural
Tânia Fraga é artista, arquiteta e doutora em comunicação e semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Realizou pesquisa de pós-doutoramento com bolsa da Capes no Centro de Pesquisa em Artes Interativas da Universidade de Plymouth, CAiiA-Star, Inglaterra. Foi coordenadora do mestrado em artes e professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília, onde é pesquisadora associada, e no Laboratório de Sistemas Integrados, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Suas pesquisas se concentram no desenvolvimento de poéticas interativas. Mais informações na Enciclopédia de Arte e Tecnologia.















