por Ana de Fátima Sousa, 11 de Agosto de 2002
fotos de Carol Lambert
O artista e teórico russo Lev Manovich marcou a abertura do Simpósio Emoção Art.ficial. Manovich trouxe para o público brasileiro um paper recém-escrito, The Anti-Sublime Ideal in Data Art. Segundo ele, a data art é um apanhado de dois conceitos principais: um é o de visualização de dados e o outro consiste no mapeamento de dados.
Os computadores funcionam como meio intermediário para expressão dessa nova esfera artística, uma vez que tornam mais fácil o mapeamento de dados e geram diferentes desenhos, leituras e até mesmo interpretação gráfica desses dados [visualização] – que pode ir de um simples gráfico cartesiano até um quadro abstrato que lembra Mondrian.
“É possível pensar na arte como um grande mapeamento de dados, sejam eles imagens, sons ou cores”, afirmou o artista. O mapeamento – para Manovich – é a forma mais adequada de descrição do que as novas mídias fazem com as antigas. Ao mapear uma obra, você tem a possibilidade de acrescentar novas interfaces, novos tipos de objetos, preservando sempre a estrutura da mídia original [um exemplo foi a junção de vários frames de um filme que se transformam numa única imagem].
Lev Manovich citou uma série de trabalhos que trafegam pelo campo da data art. As obras de Joachim Sauter – que também está na exposição Emoção Art.ficial – e do media center ART+COM foram amplamente citadas ao longo da palestra. Uma boa dica de Manovich para os curiosos é o site do Whitney Museum que seleciona um série de obras na linguagem data art.
A abertura das discussões também premiou os participantes com o lançamento nacional do documentário Sónar 2002, de Denis Rodriguez e Eliana Iwasa (vídeo digital, 18 min), sobre a última edição de um dos maiores festivais de arte eletrônica que acontece em Barcelona.
- Abertura Simpósio Emoção Art.ficial 11/8/02
- Lev Manovich







